Unanimemente elogiado pela crítica especializada, o Opus Ensemble é o mais antigo e galardoado conjunto de câmara português.

Fundado em Agosto de 1980 por Bruno Pizzamiglio, Ana Bela Chaves, Olga Prats e Alejandro Erlich-Oliva, o Opus Ensemble obteve o Prémio da Crítica (1982 e 1984), o Sete de Ouro (1983), o Troféu Nova Gente (1983, 1986 e 1987), o Grande Prémio do Disco Rádio Renascença (1988), o Prémio Bordalo – Casa da Imprensa (1993), o Diploma de Mérito Nova Gente (1994), e encetou uma carreira internacional que inclui actuações em Portugal, arquipélagos portugueses de Madeira e Açores, França, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Luxemburgo, Polónia, Cabo Verde, China, Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Estados Unidos da América, Brasil, Argentina e Uruguai .

Membro do Conselho Português da Música da UNESCO desde 1989, o Opus Ensemble faz parte actualmente dos corpos gerentes dessa instituição.

Dedicaram-lhe obras os compositores Fernando Lopes Graça, Joly Braga Santos, Fernando Corrêa de Oliveira, João Pedro Oliveira, Jorge Peixinho, Constança Capdeville, António Pinho Vargas, António Victorino d’Almeida e Laurent Filipe, Jorge Costa Pinto (Portugal), Ramón Barce e José Luis Turina (Espanha), José Luis Castiñeira de Dios, Gerardo Gandini, Celina Kohan, Alejandro Erlich Oliva, Gustavo Beytelmann e Astor Piazzolla (Argentina), Egberto Gismonti (Brasil), Maurice Ohana e Edith Canat de Chizy (França), Guido Donati (Itália) e Vasco Martins (Cabo Verde).

Após o falecimento de Bruno Pizzamiglio em Agosto de 1997, os seus colegas do Opus Ensemble decidiram continuar a carreira do agrupamento em trio de violeta, contrabaixo e piano. Nesta nova configuração, o Opus Ensemble recebeu obras dedicadas por António Victorino d’Almeida, Laurent Filipe, Sérgio Azevedo, Clotilde Rosa e Eurico Carrapatoso (Portugal), Gerard Massias (França), Alejandro Erlich Oliva e Fernando Altube (Argentina).

Em Agosto de 2005, o Opus Ensemble foi distinguido pelo Ministério da Cultura com a Medalha de Mérito Cultural da República Portuguesa e reassumiu a sua formação instrumental de origem, com a incorporação permanente do oboísta português Pedro Ribeiro.

A discografia do Opus Ensemble foi editada por EMI (His Master’s Voice), EMI (Angel), EMI Classics, Numérica, RCA, Polygram, Portugalsom e Strauss--Portugalsom.

O Opus Ensemble é referenciado em importantes enciclopédias e livros temáticos: Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX (Ed. Círculo de Leitores); Nova Enciclopédia Larousse 1998, Vol. 17; Panorama da Cultura Portuguesa no Século XX, Vol 2 (Fundação Serralves/Edições Afrontamento); Fernando Lopes-Graça, Catálogo do espólio musical (Col. Museu da Música Portuguesa); Ao Sabor da Música (António Cartaxo, Ed. Caminho); Instrumentos Musicais (Luís L. Henrique, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian); António Victorino d'Almeida conta 50 anos na Música (Paulo Sérgio dos Santos, Ed. Quimera); António Victorino d'Almeida sem papas na língua (Luís Guimarães, Garrido Editores) e Enciclopédia Temática Portugal Moderno (Ed. POMO), entre outros.

Desde a sua fundação, o agrupamento inclui obras de compositores portugueses em todos os seus concertos, oferecendo assim uma inestimável contribuição para a difusão da cultura portuguesa no mundo.

Em reconhecimento dessa acção, a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu o Opus Ensemble com o Prémio Pró-Autor 2010.  

   
 

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